Snow Ball Earth - BBC Horizon

17 11 2006

Por muito tempo os cientistas se toparam com claras evidências de que até os trópicos estiveram cobertos sob grossas camadas de gelo há mais de seiscentos milhões de anos. Todas estas evidências do chamado efeito Bola-de-Neve sempre foram desconsideradas por causa do movimento dos continentes através das eras geológicas, que explicaria o fenômeno.

Este documentário da série BBC Horizon demonstra as evidências da teoria e de como a vida - até então composta apenas por ciano bactérias e algas - pôde sobreviver em tais condições adversas.

Embora um grande número de objeções tenham sido levantadas contra esta tese, há ainda um bom número de cientistas na comunidade que aceitam que algum nível de “efeito” Bola-de-Neve ocorreu na era geológica abordada.

Simples e objetivamente, as teorias são explicadas com humor e imagens competentes e, embora os cientistas não concordem ainda sobre o tema, é uma excelente oportunidade para se aprender como a ciência é feita e conhecer alguns detalhes do processo científico.

Duração: 50 minutos.

Recomendação: Bom. :) :) :)




Migração Alada de Jacques Perrin

22 08 2006

Migração Alada / Winged Migration / Le Peuple Migrateur

Fomos ver no domingo, na sessão popular do Unibanco Artplex no Frei Caneca, o tal “Migração Alada” ou “Winged Migration” do francês Jacques Perrin, o mesmo de Microcosmos e Le Peuple Singe. Dá pra suspeitar que o sujeito não gosta de foi gras, de tantas imagens fenomenais de bandos de gansos voando.

A seqüência inicial do filme, apesar de, talvez, apelar um pouco para um sentimentalismo barato, é capaz de arrancar lágrimas do mais desalmado dos materialistas (meu caso). A narração espartana, quase inexistente, tem mesmo pouca função diante das imagens. Não consigo imaginar outro filme que tenha dado tanto trabalho pra ser produzido e editado, apesar da decepção de não ver cumprida a promessa de que as imagens seriam de aves de todos os continentes. Afora algumas imagens de pingüins, algumas araras amazônicas e aves africanas e japonesas “exóticas”, muito pouco foi filmado fora do eixo Atlântico Norte. Nada de biguás e cormorões, nada de flamingos do Lago Titicaca, nada de andorinhas azuis, que, como nós, do Hemisfério Sul, também são migrantes de segunda classe, parece.

Em poucas cenas aparecem seres humanos, que, do ponto de vista grandioso da narração, são mesmo dispensáveis. Mas as cenas onde aparece gente são as mais tocantes, lacrimosas, rasteiras ou poéticas, dependendo do ponto de vista do espectador. Ver uma versão báltica da minha avó oferecendo sementes de girassol a um bando de cegonhas exaustas voltando do ártico é mais uma das cenas que não esquecerei enquanto a memória não me falhar. Gostei tanto desse filme que não vou recomendá-lo pra ninguém, como bom ex-comunista. Se eu tivesse realizado, participado da filmagem, editado ou produzido esse, já me daria por satisfeito na vida e voltava pra minha vila, no século 16, de onde nunca deveria ter saído. E diria: Missão cumprida, vovó, pra depois comer a ambrosia que ela sempre ofereceu aos recém-chegados de quem gostasse.

Ficha técnica:

  • Direção - Jacques Perrin
  • Co-direção Jacques Cluzaud e Michel Debats
  • Narração - Jacques Perrin
  • Roteiro - Stéphane Durand e Jacques Perrin
  • Produção - Christophe Barratier e Jacques Perrin
  • Produção executiva - Jean De Trégomain

Distribuição: Sony Pictures.

Tempo total: 85 minutos.

Efeitos especiais: Com uma combinação de aeromodelos, balões e aproveitando todo tipo de oportunidade e ângulos, os produtores deste filme magnífico foram capazes de gerar alguma das cenas mais formidáveis de pássaros em vôo já vistas.

Recomendação: Não perca. :) - :) - :) - :) - :)